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REVIEW  HTC S620 / Excalibur

 

Fonte: PC de Bolso




 

Se o segmento dos PocketPCs é muito aguerrido, com diversas marcas a apresentarem modelos para todos os gostos e feitios, já entre os Smartphones Windows Mobile a HTC praticamente não tem concorrentes.

Presente desde os momentos iniciais e não contando com a oposição de qualquer modelo proveniente de outra marca que tenha alcançado uma posição de relevo, seria natural que a HTC fosse dormindo sobre os louros conquistados e apresentando pequenas evoluções no conceito e na forma.

Com o HTC MTeOR, e em especial com o Excalibur a lançar brevemente (com designação HTC S620), a HTC deixa bem claro que não pretende entrar em velocidade de cruzeiro e que continua a investir na produção de terminais inovadores e avançado.

Já se sabia que seria uma questão de tempo até a HTC lançar um modelo, como este HTC Excalibur, para combater a popularidade crescente que o Motorola Q está a conquistar doutro lado do Atlântico e da investida tímida da Samsung com o SGH-i320.
Mas este terminal não pretende lutar taco a taco com a concorrência. O objectivo é mesmo cilindrá-la e tornar-se no líder incontestável do segmento.

Tendo em conta que, nos Estados Unidos a Motorola vende cerca de 500 Qs por dia (mesmo assim bem longe dos 5 milhões de RAZR vendidos até ao momento) como será o trunfo que a HTC tem na manga para assegurar a primazia neste segmento?
Na análise que se segue poderá conhecer todos os detalhes, fotos e experiências recolhidos ao longo de uma semana de utilização do HTC Excalibur.

Antes de começar a nossa mensagem de apreço para a entidade que nos cedeu o terminal para teste (e a devida autorização para o publicarmos) e à cadeia de lojas FNAC que emprestou os restantes terminais usados nas fotos comparativas (Nokia E61, etc).


Aspecto geral


Já há algumas semanas que circulavam fotos deste terminal, algumas delas comparativas, mas não era possível avaliar justamente a qualidade e funcionalidade geral do dispositivo.





A qualidade geral é impossível de transmitir em simples fotos. Ao contrário dos terminais lançados pela HTC até ao momento, o Excalibur vem revestido, quase integralmente, por uma composto que se assemelha a borracha acetinada.
Acabaram-se os inestéticos riscos e os deslizes acidentais da mão ou da mesa já que este novo tipo de revestimento se encontra a anos-luz do que hoje é aplicado a qualquer outro terminal.
Suave, agradável e sensual são os termos mais adequados para descrever o novo modelo da HTC.

A toda a volta há ainda um pequeno aro metalizado que lhe confere um ar sofisticado e distinto.


Botões, indicadores e deslizadores


O que não existe à volta são botões! Parece que a HTC gastou todos os botões no teclado e ficou apenas com um, colocado do lado esquerdo, que serve para ligar e desligar o dispositivo.
Depois, por muito que se rode o terminal nada há mais a assinalar, para além do inescapável conector inferior para alimentação, sincronização e ligação dos auriculares.

Não há mais botões, LEDs, slots para cartões de memória (não se preocupe que existe um), portas de infra-vermelhos ou entrada para auriculares.
É um terminal perfeitamente liso (lateralmente) mas que esconde uma das novidades da a HTC tinha na manga: o Strip-Dial.

Observando o terminal de cima é possível constatar a existência de inscrições do lado direito do aro que envolve o ecrã. Ao seu lado damos por falta de um pouco de revestimento que no fundo corresponde a uma fina película táctil que pode ser usada com o polegar direito que recebeu a designação de HTC JOGGR.

Em ambos os extremos desta tira existem ‘botões’, o de cima para activar o menu Start e o inferior para regressar ao ponto anterior (Back / Close / Cancel dependendo do ponto onde se encontra).
Deslizando o polegar na zona central para cima ou para baixo, irá seleccionar a opção / linha / ícone anterior ou posterior.
Durante uma chamada pode também usar este método para regular o som (mais alto ou mais baixo).

Uma solução fácil, simples e prática mas que requer que se pegue no terminal com algum cuidado para não o pôr a lançar todas as aplicações possíveis e imagináveis.

As soluções entretanto vistas em outros terminais baseados neste conceito, como é o caso do XDA Cosmo, são idênticas em termos de funcionalidade apesar de visualmente serem diferentes.
Houve quem optasse por dar uma ar de botão a estes elementos, prejudicando um pouco o design geral, mas oferecendo uma solução mais óbvia e tranquilizante para o utilizador final.






Também as luzes avisadoras foram escondidas neste caso no interior do auscultador posterior.
Existem dois LEDs, um superior que dá conta do estado actual do dispositivo (ligado, a carregar, etc) e o inferior que indica o estado da conectividade Bluetooth e WiFi.




Teclado




Outra das novidades, entre os Smartphones HTC, é a inclusão de um teclado QWERTY, acompanhado do tradicional D-PAD, das teclas usuais encontradas num telemóvel.

O formato das teclas ao inicio poderá parecer um pouco estranho (aparentam ser cónicas) mas na realidade o seu formato peculiar evitar que carregue na tecla ao lado da que pretende.
O tacto é bom (sente-se mesmo que a tecla foi premida) e o espaço entre teclas adequadas.

O posicionamento das teclas numéricas, accionadas premindo primeiro a tecla azul existente no canto inferior esquerdo, permite que sejam usadas com uma única mão.



Ecrã




O ecrã de 2,2 polegadas é idêntico ao usado no HTC MTeOR mas desta vez disposto horizontalmente e dispõe de uma resolução de 320 x 240 pixels.

A combinação Windows Mobile 5 e ecrã QVGA dita que o ecrã seja de 131 dpis o que resulta numa melhor qualidade gráfica, textos bem delineados e o fim do aspecto dentado dos elementos.





Mesmo não oferecendo o detalhe conseguido com os ecrãs VGA, o que equipa os HTC MTeOR e Excalibur sobe bastante a fasquia em termos de qualidade, possibilitando a utilização de tamanhos de letra mais pequenas sem que isso implique alguma dificuldade na leitura.

O brilho é mais do que suficiente para utilização em interior mas sob luz directa do sol não há milagres. É necessário encontrar a melhor posição de forma a evitar o reflexo do vidro protector do ecrã para se conseguir ler o que é apresentado.


Conector inferior
A HTC continua a optar pelo conector Enhanced/Extended Mini USB (EMU) já encontrado em outros modelos da marca.





Este conector, serve para ligar o cabo de sincronização, o alimentador de corrente e também o auricular.
Novidade é a existência de um segundo conector, de 2,5 mm que poderá vir a ser usado para ligar uns auriculares ‘normais’ e a tampa de protecção, em borracha, do conjunto.


Slot de expansão microSD
Depois de rodar diversas vezes o dispositivo, observando-o com bastante atenção, não conseguimos vislumbrar o slot de expansão.





Podera, este encontra-se escondido debaixo da tampa da bateria !

Se a localização, à primeira vista, parece ser problemática na realidade revela-se uma solução bem acertada. O minúsculo cartão fica protegido dos elementos naturais e de deslizes acidentais, e pode ser mudado em qualquer momento já que a remoção da tampa de bateria não implica que o dispositivo se desligue.
Em todo o caso um travão que impeça a bateria de se soltar quando a tampa está aberta seria bem-vindo.


Slot para o cartão SIM
O cartão SIM é inserido na parte superior do compartimento da bateria ficando quase completamente coberto.





O sistema de inserção / remoção auxiliado por uma mola interna nem sempre reage bem, recusando-se a aceitar um dos quatro cartões que utilizamos neste teste.

Neste caso foi necessário amparar o cartão com a bateria para evitar que este saltasse quando a tampa estivesse aberta.
Em todo o caso afigurou-se como um problema no cartão, que já tem alguns anos e se encontrava ligeiramente encurvado, e não do dispositivo.
As instruções para inserir ou remover o cartão estão impressas no fundo do compartimento da bateria de forma a evitar um mau manuseamento do dispositivo.

Bateria
A utilização de um processador pouco guloso, como é o caso do TI OMAP 850 a 201 MHz, permite que se opte por baterias com menor capacidade, e consequentemente com um volume menor.
A bateria de 960 mAh fornecida é mais do que suficiente para garantir uma boa autonomia carregando completamente em menos de 3 horas.


Acessórios
A versão recebida é bastante parca em acessório oferecendo apenas o essencial: um cabo de sincronização, um conjunto de auriculares com conector EMU e um carregador eléctrico.
Em abono da verdade diga-se que este último nunca foi usado já que o cabo de sincronização serve também para carregar o Excalibur a partir do computador de secretária, tarefa que é realizada em duas ou três horas (de carga mínima a carga máxima).

Uma bolsa para o cinto (modelo HTC-296) poderá vir a estar disponível como opcional já que os testes realizados pela FCC não se cingiam apenas ás radiações emitidas quando em conversação mas também quando o terminal se encontrava guardado nessa bolsa.


Utilização


O HTC Excalibur não só é bastante mais pequeno que os terminais concorrentes como também apresenta uma espessura muito reduzida.
É o terminal perfeito para andar no bolso das calças já que é bastante robusto, leve e compacto.





O principal adversário será seguramente o Nokia E61 já que os dispositivos similares apresentados por outras marcas dificilmente alcançaram um volume de vendas comparável.

Relativamente ao modelo da Nokia é evidente que o ecrã do Excalibur não consegue debater-se de igual para igual, apresentando uma resolução menor e um brilho inferior.
Falta-lhe também a porta de infravermelhos e o suporte para redes 3G, mas de resto a vantagem está do lado da HTC.
Conectividade WiFi, o sistema Strip-Dial, a câmara fotográfica integrada, o slot microSD são alguns dos aspectos em que o HTC Excalibur se destaca relativamente ao Nokia.


 


Apesar da Microsoft apontar a plataforma Smartphone para a utilização usando uma única mão, essa será uma tarefa difícil de realizar na sua totalidade.
O teclado mesmo sendo bastante compacto, obriga a uma amplitude de movimentos significativa sendo bastante complicado segurar o dispositivo e premir, ao mesmo tempo, as teclas que se encontram no canto inferior direito.

O Strip-Dial é bastante útil mas não alcança a funcionalidade de um Jog-Dial. Requer alguma habituação e a falta de feedback táctil deixa na dúvida se o comando foi ou não realizado.
Depois de algum tempo a sua utilização passa a ser fácil e intuitiva.


Características técnicas


 

Sistema Operativo

Windows Mobile 5 for Smartphones

Processador

TI OMAP a 201 MHz

Memória ROM

128 Mbytes

Memória RAM

64 Mbytes

Ecrã

2,4 polegadas

    Resolução

QVGA Horizontal (320x240)

    Profundidade de Cor

65000 cores

Suporte para redes GSM/GPRS

Sim

Suporte para redes 3G / 3G+

Não

WiFi

Sim (802.11b/g)

Bluetooth

Sim (1.2)

Porta de Infravermelhos

Não

Slot de Expansão

microSD

Teclado

Sim (QWERTY)

Strip-Dial

Sim

Câmara Fotográfica

1,3 Mpixels

    Flash incorporado

Não

    Zoom Óptico

Não

    Zoom Digital

Sim (4x)

    Captura de Vídeo

Sim

Rádio FM

Não

Entrada para auriculares

2,5mm e proprietária

Bateria

960 mAh



Onde tudo começa


Oecrã Hoje, tal como acontece com os PocketPCs, é o ponto de partida para a utilização deste terminal, destacando-se de imediato um plug-in quer dá conta do estado do WiFi.

Esta é uma das grandes novidades da plataforma Smartphone Windows Mobile, o suporte para conectividade WiFi, principalmente num altura em que a concorrência, leia-se Nokia, começa a dotar os seus terminais de gama média/alta com esta tecnologia.

È logo neste ponto que é possível constatar a facilidade proporcionada pela navegação usando o JOGGR. Com movimentos rápidos do polegar é possível seleccionar uma das aplicações em execução ou um dos plug-ins que nos levam até módulos específicos.

O Windows Mobile 5 simplificou, quando comparado com as versões anteriores, o método de acesso aos perfis, mensagens, lista de chamadas, etc.
Mesmo usando a versão do ecrã Hoje (que pode ser totalmente personalizado tal como acontece nos PocketPCs) é possível aceder fácil e rapidamente aos elementos chave do terminal.



Software base

 

"Em termos de software o HTC Excalibur vem bem apetrechado apesar de haver algumas lacunas como será possível constatar mais adiante.

O primeiro destaque vai para o conjunto de aplicações da ClearVue que permitem consultar os mais populares formatos de ficheiros do Microsoft Office – Word, Excel e Powerpoint - assim como documentos em formato PDF.
Não existe a possibilidade de os editar mas aparentemente não foi esse o objectivo da HTC. Pretende-se apenas assegurar que o utilizador poderá consultar os documentos que vêm anexados a mensagens de correio electrónico.

A originalidade deste terminal, ou seja a inclusão de um teclado QWERTY num smartphone, joga contra si neste ponto já que não é razoável admitir que alguém esteja interessado em criar ou modificar um documento Word ou Excel usando o tradicional teclado numérico encontrado na esmagadora maioria dos telemóveis.
A lacuna, tal como outras que aparecerão ao longo desta análise, está na abordagem que a Microsoft fez ao segmento quando concebeu o Windows Mobilem para Smartphone quando não considerou as necessidades dos terminais com teclados QWERTY (integrados ou por ligação sem fios).
A resposta poderá vir da florescente indústria informática que certamente não deixará de propor aplicações que venham colmatar estas lacunas agora que em termos de especificações e desempenho as duas plataformas Windows Mobile estão tão aproximadas.


De seguida temos a tendência nata para a utilização da Internet ao ser propostos todos os módulos normalmente encontrados nos computadores de secretária: Browser, Gestor de Correio Electrónico, Messenger (Pocket MSN) e suporte para Midlets JAVA.


Próprios de um telemóvel são a lista de chamadas (efectuadas, recebidas, perdidas, etc), a marcação rápida por botões ou por voz.
Os diversos modos de conectividade podem ser activados, ou desligados, usando o Comm Manager (que também é acessível a partir do ecrã Hoje) e o terminal ainda pode ser configurado para actuar como um modem externo (Internet Sharing) para computadores portáteis ou de secretária.


As funcionalidades multimédia estão também presentes através do inevitável Windows Media Player e o módulo herdado dos PocketPCs eu permite gerir fotos e vídeos.
A câmara fotográfica digital integrada pode ser usada para tirar fotos ou gravar vídeos.

Por fim há ainda a personalização do terminal e os módulos habituais destinados à gestão pessoal como os contactos, calendário, tarefas e notas.
Aqui está também uma das grandes lacunas do Windows Mobile, se não for mesmo a maior, já que não existe uma aplicação nativa para tomas notas escritas (apenas verbais).
Possuindo um ecrã suficientemente grande, uma resolução gráfica muito satisfatória e um teclado QWERTY e a única forma encontrada de conseguir tomas notas escritas foi criando uma mensagem e gravá-la na pasta de drafts para que não fosse enviada.
Uma lacuna a ser corrigida no modelo de venda ao público, seja pela própria HTC, seja por terceiros.



Extras


Paraalém dos módulos acima descritos ainda existem algumas aplicações adicionais, como a calculadora ou gestor do cartão SIM, e ainda um conjunto de aplicações próprias da HTC, e que não foram ilustradas nesta análise já que não integrarão o modelo de venda ao público, que servem para facilitar os testes a efectuar durante os processos de certificação.

O Download Agent está presente, tal como acontece com os PocketPCs, permitindo, em teoria, a actualização automática do sistema operativo sempre que isso se justificar.
A certificação e ligação deste tipo de terminais ás operadoras telefónicas móveis acaba por ser importante neste ponto, já que esta funcionalidade deveria ser activada e gerida por elas.


Personalização

 


A personalização do terminal é bastante completa apesar de se sentir a ausência, por exemplo, de um modo de escolher os plug-ins apresentados no ecrã Hoje.

De resto é o que se pode encontrar normalmente num telemóvel mas com o cunho Microsoft, isto é, segundo uma lógica informática.
Alguns dos módulos pouca flexibilidade oferecem, como o Home Screen ou o Power Management, pelo menos para quem está habituado a ter liberdade total nos PocketPCs.

No fundo pouco há a registar, o Excalibur oferece um grau de personalização regular para o segmento em que se insere.

Contactos e Chamadas


Uma das vantagens do Windows Mobile é a perfeita integração dos módulos de gestão pessoal com o Microsoft Outlook dos computadores de secretária.




A versão 5 do Windows Mobile veio alargar ainda mais o número de funcionalidades que transitaram para os dispositivos móveis, oferecendo uma ficha de contacto bastante extensa, detalhada e eficaz.

O teclado QWERTY do Excalibur torna-se precioso na localiazção de contactos já que permite indicar rapidamente duas ou três letras de um nome enquanto que a abordagem tradicional depende do preditor de texto T9 para determinar qual das letras associadas a uma tecla deverá ser usada.

Quem está habituado aos teclados numéricos comuns irá estranhar o comportamento do Excalibur já que vai deduzindo dígitos numéricos a partir das teclas situadas do lado esquerdo do teclado ao mesmo tempo que vai filtrando os nomes dos contactos.
O JOGGR é também uma ajuda preciosa já que permite escolher rapidamente um entre os contactos que foram sendo seleccionados.


Um dos problemas que se mantém na plataforma Windows Mobile (mais uma vez o problema está no sistema operativo e não no dispositivo) é não existir uma forma simples de enviar um cartão de visita electrónico (v-card) via SMS ou Bluetooth.








A única opção continua a ser via MMS (para ser possível enviar a foto associada ao contacto), o que não é compatível com a maioria dos telemóveis existentes.





Durante as chamadas é possível contar com o modo alta-voz apesar do volume sonoro ser mais do que suficiente para se falar á distância se o activar.
A ausência de botões específicos para regular o volume sonoro durante um chamada remete, mais uma vez, para o JOGGR essa tarefa.
O mesmo elemento é também usado para navegar no menu direito o que pode dar origem a resultados indesejados (pensando que está a regular o volume poderá estar a escolher uma das opções caso o menu esteja aberto).


Calendário


A gestão de compromissos e tarefas ganha uma nova dimensão com o ecrã disposto horizontalmente e o teclado integrado.




Todos os modos de apresentação – diário, semanal, mensal e anual, beneficiam da maior largura de ecrã disponível (mesmo que a altura seja menor) já que permite exibir mais informação e de uma forma mais natural.




Produtividade – Microsoft Word


A estratégia da Microsoft para os terminais móveis, que passa pela tecnologia Direct Push, tem como objectivo converter os dispositivos Windows Mobile em comunicadores absolutos.




Mas para garantir que estes dispositivos possam ser verdadeiramente eficazes não basta ser capaz de receber e enviar mensagens de correio electrónico. É também fundamental permitir ao utilizador consultar, pelo menos, os documentos que vêm anexados ás mensagens.

Perante a falta de resposta do próprio sistema operativo, que ao contrário dos PocketPCs não suporta a versão móvel do Microsoft Office, a HTC recorreu ao pacote da ClearVue que permite visualizar os tipos mais populares de ficheiros.
O Microsoft Word é um desses formatos, talvez um dos mais importantes, e a maior parte das formatações de texto são suportadas.

A aplicação em si pouco oferece para além da possibilidade de ampliar ou reduzir o tamanho do texto.
Bem-vindo seria a possibilidade de fazer pequenas alterações ou mesmo anotações sobre o documento original antes de o devolver via e-mail. Uma vez que ainda não é possível fazê-lo a única solução passará pela criação de uma mensagem electrónica indicando as alterações que deverão ser efectuadas no documento original.




Produtividade – Microsoft Excel


As folhas de cálculo criadas com o Microsoft Excel receberam tratamento idêntico ao dos documentos Word. Pode-se consultar mas não se pode modificar.




Isto põe de lado as folhas de cálculo que podem receber um conjunto de valores para gerar relatórios, estatísticas ou gráficos.

Simulações, conversões, análises ou qualquer outro tipo de utilização é impedida já que a ferramenta fornecida pela ClearVue pouco mais permite.
Mais uma vez o objectivo é permitir que o utilizador consulte os anexos das mensagens apenas.



Entretenimento - Jogos


Como a vida não é só trabalho, os momentos de lazer podem ser usados a jogar os inevitáveis Solitário ou Bubble Breaker.

O primeiro usa o conjunto de teclas numéricas, o que acaba por dar muito pouco jeito já que estas são acessíveis apenas se premir em simultâneo a tecla azul (funções) existente no canto inferior esquerdo do teclado.
Mais um indicio de que a Microsoft não tinha em mente os terminais com teclado QWERTY quando refrescou pela última vez o Windows Mobile.

 

Conectividade e comunicações



Em termos de opções de comunicação e conectividade o HTc excalibur está muito bem servido: GSM / GPRS, Bluetooth e WiFi.
Falta o suporte para redes 3G, já existente no HTC MTeOR, e a célula de infravermelhos. A HTC já tomou uma posição oficial relativamente a esta última dando conta da sua intenção de a abolir de qualquer dispositivo futuro.
A integração de conectividade Bluetooth em terminais de gama média abriu uma porta alternativa à comunicação entre dispositivos, mais rápida e fiável que os infravermelhos. Por outro lado, sendo exclusivamente interno, o módulo Bluetooth coloca menos problemas na hora de encontrar um local onde o encaixar enquanto que a célula de infravermelhos tem obrigatoriamente que ser posicionada no exterior do dispositivo.

O módulo Comm Manager permite activar e desactivar cada um dos módulos registando-se a sua integração com os servidores Exchange da Microsoft que permite a sincronização remota e a solução Push Mail.




GPRS


Naausência de suporte para redes 3G ou 3G+ a forma mais flexível de aceder a dados, Internet ou Messenger é usando o conhecido GPRS.
A parametrização deverá ser automática no modelo de produção (o de teste apenas tem pré-configurados alguns operadores móveis asiáticos), porém a sua configuração manual é muito simples.

Dependendo da cobertura do local onde se encontra é possível obter velocidades de comunicação na ordem do 100 Kbps o que é bastante satisfatório.
É mais do que suficiente para enviar e receber correio electrónico e, se desligar a apresentação de imagens, também a navegação na Internet pode ser fluida e prática.
Em todo o caso é aconselhável a utilização da conectividade WiFi sempre que for possível já que em termos de velocidade de comunicações não existe sequer uma aproximação.


Bluetooth


]Qualquer telemóvel actual que se preze incorpora conectividade Bluetooth, suportando ligações a auriculares, receptores GPS externos ou mesmo a outros dispositivos.




Neste campo o Excalibur não desilude apresentando ferramentas Bluetooth fáceis de utilizar e muito intuitivas.

O processo de emparelhamento é muito rápido bastando indicar ao Excalibur que deve localizar os dispositivos activos, indicar aquele que pretende, digitar o código de emparelhamento e já está.






Este processo é igual para praticamente todos os tipos de dispositivos podendo haver passos extra no caso de parcerias mais complexas como é o caso dos receptores de GPS.






A partilha de informação entre dispositivos, usando o protocolo OBEX (Object Exchange) é também muito simples de usar permitindo enviar e receber ficheiros (neste caso um toque usado em outro telemóvel) sem grandes complicações.
Assim se justifica a ausência de uma célula de infravermelhos, estando a HTC a apostar no melhoramento da inter-operacionalidade Bluetooth como elemento de intercâmbio de informação e dados entre dispositivos.

WiFi


Outra das grandes novidades do Excalibur é o suporte para redes WiFi, algo que apenas outro smartphone da HTC tinha proposto até ao momento.




A activação do WiFi é efectuada a partir do Comm Manager (evocado directamente a partir do ecrã Hoje ou a partir do menu iniciar) não havendo grande espaço para configuração.

As redes são detectadas directamente (as que têm emissão do SSID), podem ser declaradas como uma ligação à Internet, a uma rede empresarial (Work) ou ponto-a-ponto com outro dispositivo (Ad-Hoc).

Em termos de encriptação o Windows Mobile suporta diversos protocolos como o WEP ou WPA.








A parametrização passo-a-passo é simples e pensada para uma utilização despreocupada como normalmente acontece com as ligações a pontos de acesso públicos.
Se a sua rede tem um nível de protecção superior, principalmente se for baseada em IPs fixos, a tarefa será bastante mais complicada e obrigará a ter conhecimentos mais profundos e muita paciência.






A configuração manual também está disponível a partir do Comm Manager, dando acesso a uma série de módulos onde é possível definir a forma como o Excalibur irá aceder a redes sem fios.

Há ainda opções para garantir uma gestão eficaz de energia que poderão passar pela desactivação automática da ligação WiFi quando não é detectada qualquer actividade durante um certo período de tempo.



Acesso á Internet


O ecrã de 131 dpis disposto horizontalmente e o teclado integrado fazem do HTC Excalibur uma das mas versáteis soluções de navegação na Internet móvel.





Se existem outros smartphones que oferecem a comodidade das ligações WiFi no acesso à Internet, seguramente nenhum deles oferece uma solução tão prática.
De forma a maximizar a área de navegação é possível ocultar a barra de endereço ou mesmo utilizar a totalidade do ecrã escondendo a barra de título e as soft keys.

Sendo uma versão móvel do Internet Explorer, com as vantagens e desvantagens inerentes, existem alguns websites que poderão não ser visualizados de forma adequada, podendo o utilizador optar por consultá-los no formato original ou permitir ao Internet Explorer Mobile que reformate a página tentando apresentá-la numa só coluna.





Existem outras funções que permitem encontrar alternativas para uma melhor navegação, gestão de favoritos, desligar o carregamento de imagens, etc.

Pocket MSN


Outro dos módulos muito populares hoje em dia que utiliza a Internet como elemento de suporte são as Mensagens Instantâneas e as contas de correio Hotmail.





O Pocket MSN permite acesso a ambas, sendo o Messenger o elemento de excelência do conjunto.
O teclado incorporado do Excalibur volta a demonstrar ser uma mais-valia, proporcionando uma forma fácil e simples de comunicar usando mensagens escritas.
Mais uma vez são evidentes os sinais de que o Windows Mobile para Smartphones foi pensado para ser utilizado usando um teclado numérico já que o apoio da tecnologia T9, típica deste tipo de dispositivos, teima em ‘atrapalhar’ o processo de escrita.







Como extras há a ainda o suporte para sincronização de contactos e mensagens usando mensagens de texto (SMS) quando outro método não se encontra disponível e é fundamental para o utilizador manter-se actualizado.
Já a versão móvel do portal MSN não está disponível para a língua portuguesa sendo dada a oportunidade de escolher um dos internacionais.








Partilha de Internet


Outra das funcionalidades integradas no Excalibur é a partilha de Internet, ou seja, permitir usá-lo como um modem portátil para computadores de secretária ou portátil.
O mesmo cabo usado para sincronizar ou carregar o dispositivo, é neste caso uma das formas de estabelecer uma ligação entre os dois dispositivos (desactivando automaticamente a ligação ActiveSync) e que permite que o computador de secretária, ou portátil, o reconheça como um modem externo.

A versão ensaiada apenas vinha com as configurações dos principais operadores chineses, sendo plausível que o modelo de venda ao público possa integrar uma boa parte dos operadores móveis europeus.

 

Câmara fotográfica digital


Hoje em dia já não é aceitável que um Smartphone, ou mesmo um terminal de gama média, não inclua uma câmara fotográfica digital.




A que equipa o HTC Excalibur é de 1,3 MPixels, não vem acompanhada de Flash, mas conta com uma gama de opções pouco comuns neste tipo de dispositivo.

Zoom digital (3 posições equivalente a uma ampliação máxima de 4x), ajuste de brancos automático e manual, função anti-oscilações, sobreposição da data e hora, parâmetros para composição do nome da foto (Prefixo e dígitos do contador), diversos efeitos (sépia, preto e branco, etc) e o temporizador são algumas das funções que podem ser encontradas num sistema de menus não intrusivos mas poderosos e eficazes.
A forma de navegação nos menus, por teclas como acontece no resto do sistema operativo, permite a escolha directa dos elementos ao invés de ter que percorrer as diversas opções usando o JOGGR ou o D-PAD.







O sistema de auto regulação de brancos funciona muito bem ajustando o modo de captura às condições de iluminação existentes quase de imediato e oferece ainda a possibilidade de fazer um pequeno ajuste manual (-2 a +2).
A imagem é um pouco granulada no modo de maior resolução (1280x1024 pixels), característica que é acentuada caso se use o zoom digital, mas na generalidade permite a obtenção de boa fotos.
A sensibilidade às oscilações existe, mesmo activando o modo que em teoria a minimizaria, sendo conveniente certificar-se que mantém o dispositivo firme antes de fotografar.

A inexistência de um botão periférico que permite actuar o obturador da máquina fotográfica obriga à utilização do existente no centro do D-PAD, ou seja, para tirar fotos é usado o polegar e não o indicador como é usual nas máquinas fotográficas e outros telemóveis.
A câmara digital foi convenientemente colocada num dos extremos do dispositivo para evitar que a forma invulgar de o usar para tirar fotos ou gravar vídeos resultasse na colocação de dedos sobre a lente (o que acaba por acontecer algumas vezes).






O Excalibur é também capaz de usar a câmara digital para gravar pequenos vídeos, contando com função de zoom (uma só posição equivalente a uma ampliação de 2x).
Apesar de ter uma boa velocidade de obturação, conseguindo capturar objectos em movimento sem grande distorção, o Excalibur não gosta de ser movido durante a gravação, o que resulta invariavelmente em manchas de arrastamento e imagens fantasma.
Serve perfeitamente para capturar aqueles momentos especiais passados em família ou entre amigos mas não deve ser usado em ocasiões onde é fundamental obter uma registo de qualidade (a menos que não tenha outra alternativa à mão).

Continuamos perante um telemóvel com uma câmara digital integrada, com especial ênfase no primeiro termo.


Organização de Fotos, Imagens e Vídeos


O organização das fotos e vídeos recolhidos, assim como das imagens de fundo e outros elementos gráficos armazenados no dispositivos está a cargo de um módulo já conhecido: o Pictures & Vídeos.





Para além de permitir visualizar e reproduzir os conteúdos gráficos, este módulo permite que sejam criadas pastas personalizadas para uma melhor organização dos ficheiros.
O envio por MMS ou por Bluetooth para outro dispositivo pode ser feito a partir deste módulo recorrendo às diversas opções ‘escondidas’ nos menus.



Windows Media Player – Áudio


A convergência entre o som digital e os telemóveis é hoje uma realidade com os últimos a ‘roubar’ cada vez mais mercado aos primeiros.




Não sendo um dispositivo dedicado à reprodução áudio, como é o caso dos Nokias 3250 ou N91, o Excalibur desempenha o seu papel bastante bem.
A coluna posterior é demasiado ruidosa para uma reprodução sonora de qualidade sendo inevitável ter que se recorrer aos auriculares.

Os que são fornecidos com o dispositivo não são excelentes mas também não desiludem. Em todo o caso, se pretende uma boa fidelidade sonora terá mesmo que recorrer a auriculares produzidos por terceiros.



Windows Media Player – Vídeo


A inclusão de conectividade WiFi no Excalibur abre novas possibilidades em termos de serviços multimédia. Uma delas é assistir às transmissões de canais televisivos, nomeadamente os da SIC (disponível apenas para clientes de ligações PT: PT-WiFi, netCabo, Sapo ADLS ou Telepac), usando um ligação à Internet.




Note que este método é diferente do que está a ser actualmente publicitado pelas operadoras nacionais como MobileTV.
Neste caso não é necessário ter um serviço e um dispositivo especial para assistir ás emissões feitas via Internet, embora o número de canais nacionais, ou em língua portuguesa, seja bastante limitado.







O primeiro problema logo detectado é que a barra de endereços do Internet Explorer Mobile está limitada no que se refere ao número máximo de caracteres que podem ser escritos !! (screenshot 1)
Mesmo não existindo uma razão aparente para esta limitação a verdade é que impede quês e escreva completamente os endereços de streaming dos canais da SIC !

Uma das soluções, para quem tem conhecimentos para tal, passa pela criação de uma página HTML com ligações para cada um desses canais.
Uma vez transferida para o Excalibur (2)
e aberta no Internet Explorer Mobile (3)
, basta seleccionar a ligação desejada para abrir o canal de televisão no Windows Media Player.
É prático mas acaba por ser uma duplicação das funcionalidades dos Favoritos do Internet Explorer Mobile.






Uma vez ligado ao servidor de streaming constata-se que apenas o som é recebido, não havendo imagem.
Isto deve-se ao facto do Excalibur está configurado para aceder a conteúdos Internet usando ligações GPRS. É necessário indicar que estamos perante uma ligação de banda-larga (WiFi / LAN) para que a imagem seja apresentada.

Feita esta alteração nas opções tanto som como imagem são visíveis.
O problema seguinte advém da orientação do ecrã. Se a solução 320x240 pixels é óptima em outros casos, aqui é redutora já que a necessidade de apresentar a barra de título e os botões de comando no fundo reduzem a área disponível a uma pequena faixa.

A solução parece passar pelo modo Full Screen onde os elementos supérfluos são removidos dando destaque apenas à imagem.






Mais uma vez se evidencia o suporte deficiente do Windows Mobile para esta disposição de ecrã.
O modo Full Screen não detecta qual a orientação do ecrã (que neste caso é Landscape) e limita-se a apresenta a imagem rodada 90 graus.
O resultado é uma imagem cortada de ambos os lados e o péssimo aproveitamento da área de ecrã disponível.

Outra das hipóteses seria ‘desligar’ a função Scale to fit Windows de forma a evitar-se que o Windows Media Player assuma o controlo da imagem e a apresente exactamente como esta é recebida.






O resultado não é muito melhor ! Em modo normal a imagem é cortada no topo e no fundo, no modo Full Screen nada se altera.
Uma situação a ser revista pela Microsoft seguramente.




Conclusão


Depois desta longa análise faltava apenas ‘limpar’ o conteúdo do Excalibur antes de este seguir para ‘o senhor que se segue’.





A título de conclusão retemos o seguinte:
O Excalibur é um dispositivo surpreendente. Robusto, compacto e bem concebido. Dispõe de uma boa autonomia (desde que não se abuse do WiFi), de um belo ecrã e de um teclado muito, muito prático.

Por outro lado, nota-se que o Windows Mobile tem espaço para melhorar já que se encontra aquém das capacidades do Excalibur.
É provável que alguns destes pontos possam ser resolvidos antes do lançamento do modelo de produção (o nosso relatório já foi enviado a quem de direito) mas é evidente que a plataforma Windows Mobile Smartphone foi criada tendo em mente um perfil hardware: ecrã vertical e teclado numérico.

Resolvidos estas lacunas, o que irá acontecer seguramente, o HTC Excalibur tem tudo para se tornar num dos modelos principais na ‘guerra’ com os smartphones da Nokia.

Com o lançamento do Samsung SGH-i600 agendado para o final do ano, próximo da altura em que o HTC Excalibur fará o seu début, iremos assistir a uma luta aguerrida pela primazia entre os Smartphone Windows Mobile.


Avaliação geral



Gostamos de …
- Ecrã e Teclado,
- Acabamentos gerais,
- WiFi integrado.


Falta …
- uma aplicação para tomar notas escritas,
- melhor suporte do Windows Mobile para este tipo de conceito.


Gostaríamos de ter …
- forma de editar os documentos do Office Mobile,
- parametrização mais completa para ligações WiFi,
- envio de cartões de visita (V-Card) por SMS e Bluetooth.



 

 

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