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REVIEW  ACER n311

 

Fonte: PC de Bolso

 



A ACER, depois de ter alcançado a primeira posição em vendas de computadores portáteis no espaço EMEA (Europe, Middle East and Africa), dirige as suas atenções para um segmento em franca expansão: os dispositivos Windows Mobile.
Com o lançamento do modelo n50 a ACER tentava destacar-se da imagem de produtor de equipamentos de entrada de gama, onde o preço era um franco atractivo porém a qualidade geral deixava algo a desejar, principalmente quando comparada com as propostas de outros fabricantes.

Com a linha n300, que é composta por dois modelos, a ACER tenta cativar os utilizadores dos segmentos superiores, oferecendo quase tudo o que é possível desejar num equipamento tradicional.
Sem apresentar características inovadoras, o ACER n311 apresenta um conjunto de especificações que lhe permitem sobressair no meio do segmento, quanto mais não fosse por ser o primeiro construtor a propor um terminal não convergente (sem funcionalidades de telemóvel) com um magnífico ecrã VGA e o Windows Mobile 5.






Escalamento da Gama


A ACER propõe dois modelos praticamente idênticos variando apenas em alguns aspectos pontuais, mas acima de tudo, no preço final.
O modelo n310 é o mais modesto oferecendo como contrapartida um preço bem mais acessível.

 

ACER n310

ACER n311

Processador

Samsung a 300 MHz

Samsung a 400 Mhz

Memória ROM

64 MBytes

128 MBytes

Memória RAM

64 MBytes

Bluetooth

Versão 1.2

Ecrã

3,7 polegadas - VGA (480x640 pixels)

Slot de expansão

Secure Digital (SDIO)

Conectividade WiFi

Não

Sim

Sincronização

Cabo

Cradle

Extras

Conectividade USB Host 1.1

Preço

€329,00 a €379,00

€399,00 a €449,00



No âmbito deste teste foi usado o modelo mais completo, mais especificamente um ACER n311, cedido pela cadeia de lojas FNAC.





Primeiras impressões


O primeiro contacto com o ACER, mais concretamente com a caixa onde o ACER n311 vem incluído, é um pouco decepcionante.
Não só a caixa é diminuta (comparável apenas à dos modelos da iDo) como no seu exterior são apresentados os diversos acessórios que estão disponíveis em opção.
Tudo indicava que a ACER se preparava para fornecer o mínimo indispensável como forma de garantir um preço final baixo.




Nada mais errado. Uma vez aberta a caixa é surpreendente o que o fabricante conseguiu colocar num volume tão pequeno:


  • Acer n311,

  • Bateria amovível de 1200 mAh,

  • Bolsa de transporte em tecido,

  • Base de sincronização (cradle) dividida em duas peças separadas,

  • Cabo USB para ligação da Base de Sincronização ao Computador de Secretária (não permite ligar o dispositivo directamente devido à incompatibilidade entre a ficha miniUSB e o conector do PDA),

  • Fonte de alimentação,

  • Manuais, panfleto e CDs com software extra.



À parte do dispositivo propriamente dito, o acessório mais interessante acaba por ser a base de sincronização.
Primeiro por a ACER ter optado por a incluir, quando a maioria dos fabricantes a propõe apenas como opcional como forma de baixar o preço do pacote base, depois devido ao seu formato invulgar.

À primeira vista a forma assimétrica, tanto da base como do encaixe em acrílico, levam-nos a supor que estamos perante um erro de design ou um devaneio de estilista, quando na realidade este formato tem uma razão de ser.

A base de sincronização pode ser usada verticalmente, com o PDA em modo Retrato (Portrait) mas também pode ser deitada sob o lado direito permitindo a utilização do ACER na horizontal (Landscape).
A ACER assumiu, e correctamente, que podendo o dispositivo ser usado em modo Paisagem, haveria utilizadores que prefeririam manter esta funcionalidade quando este está encaixado na base de sincronização.
O resultado foi uma funcionalidade única, sem paralelo em qualquer outro fabricante, sendo consequência de um mero estudo de fabrico e não de um artifício caro e inevitavelmente pago pelo utilizador final.

Mas a base de sincronização, que tem o fundo e uma das laterais coberta com borracha macia anti-derrapante, ainda oferece um espaço para carregar uma segunda bateria e um conector USB Host. Sim, uma daquelas tomadas que permitem ligar um periférico USB, como um teclado, rato ou Pen Drive ao Acer.




Os restantes acessórios são (demasiado) comuns, em especial a bolsa em tecido que pouco mais fará que proteger o dispositivo de riscos involuntários.
Após a compra deste dispositivo é quase obrigatório investir mais alguns euros numa bolsa de transporte pelo menos mais resistente e que proteja convenientemente o ecrã.




 


Quem teve oportunidade de contactar com os equipamentos anteriores da ACER, em especial a série n50, ficou com uma ideia de que lhes faltava algo em termos de robustez, sensação essa transmitida pelos plásticos adoptados que não inspiravam grande confiança.



A nova série deixa para trás estas considerações já que os novos modelos têm um aspecto cuidado, os materiais usados aparentam uma qualidade superior e a própria de montagem dos elementos é bem melhor.

Ao contrário dos restantes dispositivos que incorporam ecrãs VGA, casos do Qtek 9000, do HP iPAQ hx4700 ou Dell AXIM x50v que apresentam uma tamanho generoso, o ACER tem o mérito de ter mantido uma volumetria inferior à do modelo que vem substituir – o n50.



O dispositivo é ‘dominado’ pelo imenso ecrã VGA de 3,7 polegadas dando a sensação, num primeiro contacto, que é imenso e que pouco mais há para ver.
A combinação entre o prateado e o negro, presente à volta do ecrã e na parte inferior que congrega os botões físicos e um pequeno joystick, provavelmente agradará à maior parte dos utilizadores.

Os plásticos usados encontram-se bem montados, sem folgas aparentes, mas são pouco resistentes a riscos podendo o dispositivo ficar com um aspecto de muito usado com poucos dias de uso contínuo.
A bolsa de tecido incluída pouco ou nada contribuirá para minorar esta situação servindo apenas para proteger o dispositivo do pó.

Em termos de dimensões (110 x 70 x 13.7 mm) e peso (130 gramas), o ACER n311 volta a surpreender pela positiva ao ser extremamente compacto (sem abdicar de nada) sendo, por exemplo, mais estreito e leve que um Qtek S100 e ligeiramente mais largo devido ao ecrã substancialmente maior.





Manipulação e usabilidade


Uma vez na mão, o que pode ser feito de imediato já que a bateria vem convenientemente carregada, o ACER parece desaparecer ficando apenas o ecrã.

Os quatro botões inferiores (Today, Messaging, Calendário e Contactos) envolvem um pequeno joystick de tacto perfectível e que não suporta movimentos em diagonal.
Os únicos senãos a apontar são a fala de consistência que o pequeno joystick demonstra e a proximidade dos botões da base do dispositivo que impossibilita usar este equipamento usando uma só mão.



No topo existe o usual slot SD/MMC, a entrada para os auriculares e a baía que acolhe a caneta.

Apesar do Windows Mobile 5 incorporar uma funcionalidade que permite bloquear o dispositivo protegendo-o contra toques involuntários que passariam o tempo a ligá-lo (e a gastar bateria) a ACER colocou também um interruptor físico do lado esquerdo do dispositivo que impede que este responda a toques no ecrã ou botões enquanto é usado, por exemplo, como um leitor de música MP3.
Por cima deste interruptor, onde é costume encontrar-se o botão que activa a gravação de notas verbais, encontra-se o botão que liga e desliga o dispsitivo.

O fundo é também convencional, pelo menos para os PDAs standard, apresentando o conector principal para sincronização e alimentação e o orifício onde se esconde o botão de reset.

O ecrã é mais uma vez a peça fundamental para uma utilização cómoda apresentando um brilho e contraste bastante bons mesmo quando utilizado no exterior.
A utilização geral é apenas prejudicada por uma caneta demasiado leve, apesar de ser integral e não telescópica como acontece com alguns dos dispositivos que têm chegado ao mercado, de corpo metálico e com as extremidades em plástico negro.

O cabo que acompanha o dispositivo tem que ser obrigatoriamente ligado à base de sincronização, o que pode ser útil para a sua utilização no escritório mas obriga ao transporte de ambos os acessórios quando em viagem.
A solução poderá passar pela aquisição de uma cabo de sincronização, alimentação e USB-Host que a marca tem como opcional.



Se a aquisição de uma caneta mais prática e de um cabo de sincronização podem ser opções discutíveis, a necessidade de uma bolsa de transporte decente é incontestável.

Desempenho e Memória


A ACER nunca figurou entre as marcas que produzem equipamentos velozes, robustos e potentes. A série n300 também não será a que vai alterar essa realidade.



Apesar de haver uma diferença entre os dois elementos da gama, que contam com processadores a velocidades diferentes, o desempenho de ambos é muito equiparável.
O ACER n311 conta com o mais potente Samsung S3C2440 a 400Mhz o que se virá mais tarde a demonstrar ser omais adequado para as necessidades deste equipamento apesar de o manter bastante abaixo de dispositivos com características similares mas que são baseados em processadores Intel.

Apesar de algumas hesitações ligeiras este PocketPC apresenta um desempenho aceitável mostrando-se sempre disponível.
A possibilidade de ajustar a velocidade do processador seria uma funcionalidade bem-vinda já que para as tarefas comuns, que requerem muitos momentos de pausa, a velocidade máxima é causadora de um consumo excessivo de energia.



Dos 128 MBytes supostamente disponíveis pouco mais de 80 MBytes são utilizáveis já que o restante está ocupado com o Windows Mobile e o software extra que acompanha este equipamento.
O mesmo se passa com a RAM. Os 64 MBytes rapidamente ficam reduzidos a cerca de 35 MBytes devido à quantidade de drivers e processos lançados pelo sistema.


Luz e Som


A iluminação do ecrã, em branco intenso, garante uma iluminação superior, mesmo em ambientes onde outros ecrãs são ilegíveis, mas afecta também as cores que são mais frias e menos saturadas.
Quando comparado com o iPAQ hx4700 ou o Qtek 9000, torna-se evidente uma menor profundidade de cor ficando as imagens mais esbatidas. A protecção anti-reflexo acaba por ser excelente também em consequência desse nível de iluminação.



Para minorar este efeito a ACER decidiu dotar a applet que controla o brilho do ecrã de 20 posições pré-definidas. Ao invés do usual ‘brilho baixo, médio, alto ou super-brilhante’ tem à disposição uma variedade imensa de graus de luminosidade sendo possível encontrar um bom compromisso entre legibilidade e fidelidade de cor.

Já o ajuste das funcionalidades Áudio é exactamente o oposto. Apenas é possível regular a intensidade de som o que acaba por nem ser grande problema já que a qualidade sonora é bastante boa e resistente à distorção.
O maior inconveniente é causado pela colocação da coluna de som, que se encontra na parte de trás do dispositivo, sendo o som dirigido para a mão ou para o suporte.
Mesmo assim o volume de som é suficiente para ser escutado num ambiente ruidoso, sem grandes distorções, embora se recomende o uso de auriculares para obter uma maior fidelidade sonora.

O microfone é o ‘patinho feio’ do conjunto apresentando uma boa captação apenas quando a fonte de som se encontra muito perto.
Mesmo activando a opção de ‘Ganho automático’ ou regulando a captação para uma maior sensibilidade o som gravado continua a ser um pouco abafado e pouco nítido.



Conectividade


Neste capítulo não iremos começar pelo que existe mas antes pelo que não existe. Não existe comunicações por Infra-Vermelhos na série n300 da ACER.
Este tipo de comunicação começou a cair de desuso com a proliferação do Bluetooth mas ainda é a forma mais abrangente de ligar um PDA a um telemóvel, a outro PDA ou a um computador portátil.
O mesmo já se vem passando com os computadores portáteis onde estão a ser privilegiadas as comunicações Bluetooth.



Ao contrário do que seria de esperar num dispositivos low-budget, a ACER decidiu dotar o n311 com o Stack Bluetooth da Broadcomm em detrimento do da própria Microsoft.
A grande vantagem desta implementação Bluetooth, relativamente à nativa, é que oferece um conjunto de perfis mais alargado e uma série de Wizards que permitem a configuração rápida e simples das ligações.

Entre os diversos perfis disponíveis há a destacar:


  • Streaming de Áudio de Qualidade Superior (A2DP),

  • Ligação à Internet via telemóvel,

  • Ligação à Internet via Ponto de Acesso,

  • Sincronização via ActiveSync,

  • Sistema Mãos-Livres (Headset / Hands-free),

  • Intercâmbio de Cartões de Visita digitais,

  • Ligação a rede pessoal para partilha de ficheiros,

  • Explorador de ficheiros remoto,

  • Ligação de um Teclado ou Rato.



Este stack é o que equipa também os mais recentes dispositivos da HP e continua a ser muito superior ao produzido pela Microsoft.
Qualquer ligação / emparelhamento pode ser alcançado em apenas alguns segundos contando para isso com a ajuda dos ‘Assistentes’.



Já as comunicações WiFi apenas suportam o protocolo IEEE 802.11b, ou seja, redes sem fios com velocidades até 11 Mbps. Em termos de segurança as normas WPA, WPA-PSK, WEP e TKIP são suportadas havendo um pequeno utilitário que auxilia na configuração.
A ligação a um ponto de acesso é simples e intuitiva, o sinal é uniforme e forte possibilitando comunicações velozes mesmo deambulando pela casa / escritório.
Para além da navegação na Internet veloz, que associada ao ecrã VGA bem iluminado é muito interessante, é possível efectuar chamadas Skype (por exemplo) sem que a qualidade sonora seja muito inferior à de um sistema de secretária e se mantenha isenta de cortes ou ‘soluços’.
Mais uma vez é o processador, que tal como a placa de rede sem fios é produzido pela Samsung, que é a grande estrela demonstrando que o valor de relógio (400 Mhz) são meramente indicativos e equivalentes aos 624 MHz dos XScale.


Como em qualquer dispositivo Windows Mobile 5 há ainda uma porta série virtual que permite que diversas aplicações possam receber dados provenientes de um receptor GPS.



Autonomia


É nesta altura que começa a fazer sentido a existência de um slot na base de sincronização para carregar uma segunda bateria.
É que em termos de autonomia o ACER n311 é bastante parco.



Em condições normais de funcionamento é difícil contar com mais de 4 horas de autonomia. O mais certo é a carga esgotar-se após 3:30 horas de utilização regular.

Mais uma vez não ‘há bela sem senão’. Uma boa parte da responsabilidade deste consumo provém do ecrã e da sua iluminação. Utilizando o ACER como um vulgar leitor de MP3 é possível alcançar as 12 horas de reprodução contanto que o ecrã esteja desligado.

Expansibilidade - USB Host


A presença do suporte USB Host em PocketPCs é ainda pouco habitual e teima em não se assumir como uma funcionalidades standard como aconteceu com o Bluetooth, o WiFi e mais recentemente com o GPS.
Neste detalhe específico o mérito vai todo para a ACER que integra este tipo de funcionalidade em todos os equipamentos da sua gama (e não apenas nos modelos de topo de gama como acontece com outras marcas como a Fujitsu-Siemens, Dell ou Toshiba).

No caso do ACER n311 o suporte para periféricos USB, como teclados, PenDrives ou Câmara fotográficas, é obtido de duas formas. A partir da base de sincronização, que conta com um conector USB, ou mediante um cabo que é vendido como um opcional (razão pela qual não é avaliado nesta análise).




A forma mais simples de expandir a capacidade de memória do ACER n311 não é através de cartões de memória (apesar de estes serem ‘mais transportáveis’) mas sim ligando-lhe um disco externo USB.
A primeira experiência realizada caiu como um balde de água fria sobre as nossas expectativas já que o disco externo de 300 GBytes foi reconhecido mas o seu conteúdo não era visível no ACER.
Depois de diversas tentativas a ligar e a desligar o disco a razão tornou-se clara: o disco estava anteriormente ligado a um servidor Windows 2000 e por questões de segurança tinha sido formatado em NTFS, formato este que não é reconhecido pelo Windows Mobile.



Por seu lado o WindowsXP resolveu também não colaborar já que não permitia criar partições tão grandes em FAT32. Após diversas tentativas para acertar com o tamanho máximo permitido pelo WindowsXP para discos neste formato o disco externo tinha 4 partições de 32 GBytes.
Uma vez ligado ao ACER todas as partições foram reconhecidas em alguns segundos estando o seu conteúdo acessível quase de imediato.

Em todo o caso a porta USB Host do cradle está limitada a dispositivo que requeiram pouca energia ou que tenham alimentação própria (é o caso do disco externo usado).
A duplicação de portas através da aplicação de um mini-hub USB não produz na totalidade o resultado esperado. É de facto possível ligar mais do que um dispositivo simultaneamente mas, regra geral, o terceiro não é reconhecido.




Entre os periférico oriundos dos computadores de secretária é possível usar ratos ou teclados, mesmo os que não têm fios e funcionam por radiofrequência, ligar câmaras fotográficas digitais ou mesmo outro PocketPC.
Neste caso usando o utilitário wm5Storage instalado num outro PocketPC é possível ligá-lo ao ACER já que este será reconhecido como um leitor de cartões de memória externo.
No fundo é exactamente o mesmo que acontece quando se usa esta solução ligada ao computador de secretária.

As hipóteses de combinação de soluções USB e a sua aplicação são inúmeras estando dependentes em primeiro lugar da disponibilidade de drivers adequados e em seguida de questões de alimentação.
Falta a porta de saída VGA, como acontecia com o Toshiba Expansion Pack para o Toshiba e800, para que seja oferecida uma prática solução de portabilidade (capacidade de receber um teclado e rato externos e expor o seu conteúdo num monitor).


Em termos de expansibilidade o ACER n311 fica por aqui. Para além do USB Host apenas dispõe de um slot SDIO que permite receber periférico em formato SecureDigital o que limita um pouco as opções. Em todo o caso alinha com a maioria dos dispositivos concorrentes que apenas dispõem deste tipo de slot (o CompactFlash é mais versátil em termos de expansibilidade e de número de opções).
É claro que é sempre possível recorrer à conectividade Bluetooth ou WiFi para ligar o ACER a outros dispositivos, projectores, telemóveis, computadores de secretária, receptores GPS, etc.


Software


O ACER n311 vem equipado com o Windows Mobile 5 Premium Edition que inclui a gama completa de aplicações Microsoft (Mobile Word, Mobile Excel, …) sendo as excepções ditadas pelo formato de hardware já que este dispositivo não inclui funcionalidades de telemóveis e por isso as aplicações orientadas para esta faceta estão ausentes.

Como bónus há ainda duas aplicações provenientes de terceiros: o Backup Utility e o PocketTV (versão Pro).

Backup Utility


Mesmo não se comparando aos programas mais sofisticados de salvaguarda de dados, como o SPB Backup, o utilitário incluído de raiz é suficientemente versátil para dar conta do recado.
Pode optar por efectuar uma cópia completa ou apenas dos dados de gestão pessoal (PIM) e ainda proteger o ficheiro gerado com uma palavra-chave.

PocketTV Pro



Outra das aplicações incluídas é o PocketTV Pro que serve de complemento ao Windows Media já que este último é incapaz de reproduzir ficheiros MPEG.
O PocketTV consegue reproduzir ficheiros locais ou remotos apesar de não suportar streams vídeo sendo bastante inferior em termos de funcionalidades e qualidade geral ao The Core Pocket Media Player (TCPMP) que é gratuito.



No dia a dia


Mais importante que os números ou características técnicas, pelo menos para uma grande fatia dos utilizadores deste tipo de dispositivo, é como é que ele se porta numa utilização diária.

O maior inconveniente é causado pela bateria que tem imensa dificuldade em cumprir os objectivos anunciados pela marca: 8 horas de autonomia.
Em condições normais de funcionamento não é possível contar com mais de 4 horas de autonomia a menos que se opte por reduzir a luminosidade do ecrã para valores muito baixos.
Um segunda bateria é um acessório fundamental tanto mais que existe um segundo slot no cradle para a manter carregada e o preço até ajuda.


O ecrã actua um pouco como o binómio Dr. Jeckyl e Mr. Hide. Permite uma legibilidade pouco comum mas gasta imensa energia e apresenta um desempenho medíocre quando é solicitado por aplicações multimédia ou jogos mais avançados.
A visualização de filmes em formato VGA é desconfortável (e desaconselhável) assim como certo tipo de jogos que utilizam uma variedade de efeitos e movimentos gráficos.
É o caso do ZRaid que movimenta a totalidade do ecrã ou o Anthelion (este já optimizado para VGA) cujo movimento rápido do jogo não é compatível com a capacidade de apresentação do ACER n311.



O Acer n311 é seguramente um equipamento para uso pessoal, onde o processador é capaz de acompanhar as necessidades do utilizador, seja a navegar na Internet, criar ou consultar documentos, encetar conversas via Skype ou utilizar aplicações de produtividade.

É bastante pequeno para o acompanhar para todo o lado, dispõe de atractivos mais que suficientes para justificar o preço pedido mas não é de todo um equipamento de topo de gama. É um ACER.



Conclusão


A qualidade geral cresceu relativamente a equipamentos anteriores da marca, existem novidades em termos de especificações mas ainda há um caminho a percorrer.


A favor


  • Pequeno e leve apesar de incorporar um ecrã VGA,

  • Preço atraente para um dispositivo que integra Bluetooth e WiFi,

  • USB-Host,

  • Cradle muito funcional,




Contra


  • Autonomia reduzida,

  • Desempenho gráfico medíocre,

  • Bolsa de transporte em tecido,

 

A ACER, depois de ter alcançado a primeira posição em vendas de computadores portáteis no espaço EMEA (Europe, Middle East and Africa), dirige as suas atenções para um segmento em franca expansão: os dispositivos Windows Mobile.
Com o lançamento do modelo n50 a ACER tentava destacar-se da imagem de produtor de equipamentos de entrada de gama, onde o preço era um franco atractivo porém a qualidade geral deixava algo a desejar, principalmente quando comparada com as propostas de outros fabricantes.

Com a linha n300, que é composta por dois modelos, a ACER tenta cativar os utilizadores dos segmentos superiores, oferecendo quase tudo o que é possível desejar num equipamento tradicional.
Sem apresentar características inovadoras, o ACER n311 apresenta um conjunto de especificações que lhe permitem sobressair no meio do segmento, quanto mais não fosse por ser o primeiro construtor a propor um terminal não convergente (sem funcionalidades de telemóvel) com um magnífico ecrã VGA e o Windows Mobile 5.

 

 

 

 

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